quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Os Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial


 Bandeira dos Estados Unidos

Quando os Estados Unidos entraram na segunda guerra mundial eles precisavam criar uma máquina de guerra com uma estrutura capaz de lutar em dois fronts: de um lado combatiam os alemães e do outro, os japoneses. Alemanha e Japão tinham um poderio bélico capaz de dominar o mundo. Juntos esses dois países trouxeram temor a todas as nações.
Passada a Grande Depressão dos anos 30, os norte americanos tiveram que se preparar para a guerra. Entenda-se a grande depressão como uma trágica crise capitalista que causou um terrível impacto social no mundo inteiro. Foi iniciada nos anos 30, e alargada ao resto do mundo.
Esta crise desencadeou-se devido à quebra da bolsa de Nova York, em 1929. O povo norte americano apostara tudo na riqueza, porém, o que veio a seguir tornou-se um grande pesadelo. As indústrias estavam equipadas para grandes produções, produziam muito, mas não encontravam compradores. Os empresários não tiveram como manter o grande número de funcionários e assim, veio uma grande demissão dessa mão de obra, o que causou bastante desemprego. O povo americano se desesperava. A crise atingiu o mundo inteiro. O desemprego na Alemanha chegou a 25%. A crise chegou ao Brasil, onde muitas fábricas fecharam, desempregando quase dois milhões de trabalhadores.
Com a aproximação da guerra, houve uma aceleração da indústria americana. Os EUA se uniram aos aliados na guerra contra o eixo (Alemanha, Itália e Japão ) em 1941.
Produtos alimentícios, armas, equipamentos médicos, medicamentos, foram produzidos em larga escala.
A entrada dos EUA na guerra, ocorreu depois  de uma traição por parte dos japoneses, que tinham com os norte americanos um tratado de não agressão, mas, no dia 07 de dezembro de 1941, caças japoneses, que eram os melhores aviões de guerra da época, partiram rumo a base de Pearl Rabor com o objetivo de destruir a frota americana que patrulhava o Oceano Pacífico.  353 aviões japoneses atacaram a base naval.
Os japoneses tinham um verdadeiro império na Coréia, Manchúria e Hong Kong e queriam dominar todo o Oceano Pacífico, porém, havia no caminho a frota americana que, segundo o entendimento dos japoneses, precisava ser eliminada.
O radar já era um equipamento usado pelos britânicos desde 1935, porém eram aparelhos experimentais nessa época, embora representassem uma vantagem tática e estratégica a quem se dispusesse a usar e acreditasse neles.
EUA e Japão  estavam em negociação de paz, mas naquele domingo, pela manhã, a frota japonesa foi captada pelos radares americanos em um ataque inesperado. Os americanos em Pearl Harbor não levaram a sério a informação fornecida pelo radar de que se aproximava uma enorme frota de aviões, principalmente porque eles sabiam que alguns aviões americanos deveriam vir, e acharam que seriam compatriotas. O radar parou de captar quando  a esquadra japonesa estava por trás da cordilheira havaiana. Às 7:50 h ocorreu o ataque inesperado. Os japoneses ensaiaram esse ataque a Pearl Habor durante um ano, atacando um modelo da base naval dos Estados Unidos,  no Japão.
Oito navios de guerra americanos foram inutilizados, causando aproximadamente 1200 feridos e 2400 mortos.
O soldado Joseph Macdonald havia alertado do possível ataque, que ele vira no radar, mas não lhe deram crédito. Depois desse ataque, pacifistas começaram a se alistar e 27 horas depois do ataque, os EUA declararam guerra ao Japão e três dias depois estavam em guerra com a Alemanha.
Com isso havia sido despertada a imensa capacidade industrial dos Estados Unidos, pois eles tinham fábricas subutilizadas em Detroit e no resto do país, devido a grande depressão e começou um surto de construções, devido o enorme potencial  do país ter sido acionado.

Jipe da Segunda Guerra Mundial


Uma das invenções de grande utilidade para a guerra foi o Jipe, sendo este um veículo para propósitos gerais, pois o mesmo era forte, veloz, baixo e totalmente adaptado para a guerra, por ter apenas 94 centímetros de altura, capot plano, parabrisas  dobrável, dificultava a mira do inimigo, levava 7 homens pois até o seu pára-choque era um acento, carregava uma carabina M1 ao lado do parabrisas, tinha pá e machado para enfrentar obstáculos, levava latas de combustível de reserva, quando virava era só desvirar, pois ele tinha apenas 1050 Kg e ainda descia de paraquedas por trás das linhas inimigas,  simbolizava tecnologia de ponta e era um veículo    4 X 4.
Eram produzidos 3 Jipes a cada 4 minutos. Foram fabricados mais de 600 mil Jipes. Tanques, Jipes e demais armas foram produzidos em tempo recorde e em números  recordes, principalmente com a utilização da mão de obra feminina, quando foram feitos 88 mil tanques, mais de 7300 navios de guerra, 20 milhões de rifles e armas pequenas e 40 bilhões de balas produzidas em 4 anos.
43 milhões de homens se alistaram e foram à guerra, enquanto as mulheres ficaram na nação, pois elas trabalhavam nas fábricas, montando tanques, navios, aviões e fabricando projéteis luminosos, que deixavam rastro pois continham o elemento químico magnésio, e isso permitia ao atirador, fazer a correção na mira, orientando a trajetória do projétil.
Toda essa logística oferecida pelas mulheres representava um grande perigo quando elas fabricavam explosivos, e elas eram orientadas a não pentear os cabelos  durante o trabalho, pois a eletricidade estática produzida durante o ato de passar o pente no cabelo poderia gerar uma pequena faísca, que por menor que fosse, combinada com a grande quantidade de material explosivo, poderia mandar todo o quartel pelos ares.
A Segunda Guerra Mundial custou caro para os EUA, cerca de 300 bilhões de dólares, mas o salário pago às mulheres foi um fator positivo para a economia americana, pois causou uma febre de consumo, onde 11 mil supermercados foram abertos.

Como tática de guerra os americanos bombardeavam o inimigo de dia e os britânicos à noite. Eles usavam o B17, conhecido como Fortaleza Voadora, que era um avião resistente, tinha 4 motores, capacidade para 1800 Kg de bombas, alcance de 3200 Km, carregado com 8 metralhadoras calibre 50 e alcançavam 3 mil metros de altitude.
Todos os países bombardeavam alvos industriais. Paul Tibbets foi um piloto da esquadra americana e foi ele que lançou a bomba atômica em Hiroshima.
Durante a guerra aviões B17 eram abatidos, mas para cada um que era destruído, eram produzidos mais dois pela indústria americana.

B 17 Fortaleza Voadora

A guerra representou um período de grandes dificuldades para todos os  países envolvidos, porém para algumas pessoas, os preconceitos raciais continuavam muito fortes e os pelotões com soldados negros eram segregados e não ficavam juntos com os pelotões dos soldados brancos.
Em junho de 1944 o sul da Inglaterra recebeu um colossal acampamento aliado, com 3 milhões de soldados que tinham como meta tomar a Europa dos alemães e sabe-se que, o que aqueles jovens soldados de 18 ou 19 anos fizeram, foi muito mais importante de que o que eles fizeram ao longo de todas suas vidas. Eu me refiro ao que ocorreu no desembarque na Normandia, no episódio que ficou conhecido como “O Dia D“,também conhecida como Operação Netuno e Operação Overlord.
Ocorreu em 06 de junho de 1944 com a chegada de 600 navios e 10 mil aviões que participaram da primeira investida.
Cerca de 155 mil soldados tinham o objetivo de tomar de assalto 5 praias, sendo que a mais famosa era a Praia de Omaha, localizada na costa da Normandia, França, abrindo uma nova frente de guerra no oeste. Os desembarques aconteceram em um trecho de aproximadamente 80 Km, dividido em cinco setores: Omaha, Gold, Juno, Utah e Sword.
Houve uma feroz resistência alemã, que tinha lançadores de foguetes, morteiros e metralhadoras. Dos 32 tanques de guerra americanos 27 afundaram e os soldados tiveram pouca cobertura. Na praia durante o combate feroz, não houve nenhuma segregação racial. Diversos homens ficaram em estado de choque devido à violência do combate, porque as visões e sons ao redor formavam um contexto infernal.
Vários deles largavam a arma e ficavam de pé, como que petrificados em meio ao intenso tiroteio. Os sobreviventes foram condecorados com a Legião de Honra e a vitória dos aliados veio devido a um triunfo logístico, porém a um custo lamentável. Quase 126 mil americanos foram mortos apenas na batalha da Normandia, mas o Dia D foi crucial para a derrota de Hitler.
Ninguém jamais produziu tanto em tão pouco tempo. Diversos materiais utilizados na guerra foram providenciados: curativos, morfinas, instrumentos cirúrgicos, tenda de oxigênio, máquinas de raios X, próteses e globos oculares em cinco tamanhos e quatro cores.
Para cada soldado americano havia 3,5 toneladas de suprimentos e ainda se contava com um banco de sangue em escala industrial, pois o povo americano doava um litro de sangue a cada quatro segundos.
Bombardeios americanos destruíram reservas de petróleo alemão. As tropas americanas se encontraram com exército vermelho de Stalin em Berlim, e assim, os nazistas foram derrotados pelas forças russas e dos aliados.
Robert Openheimer Físico alemão

No Oceano Pacífico, soldados americanos combatiam os japoneses tendo grandes dificuldades e aí, precisaram recorrer a tecnologia: a bomba atômica. Em 16 de julho de 1945 às 5:27 h da manhã, desenrolava-se um momento crucial do Projeto Manhatam. Robert Openheimer, um físico que amava a ciência e a poesia e era constantemente observado pelo serviço secreto norte americano, pois desconfiavam que ele era comunista, participava do teste da bomba atômica. Quando ocorreu o processo de fissão nuclear e a bomba foi detonada ainda em caráter experiencial, a temperatura chegou a um valor 10 mil vezes maior que a da superfície do sol. Como consequência disso a areia virou vidro. Openheimer que estava completamente nervoso e apreensivo disse a frase: “Eu me tornei a morte. Destruidor de mundos”.
O poder de destruição da bomba era quase infinito. Devido a isso os EUA venceram o Japão.
Encerrada a segunda grande guerra os EUA tinham a metade da capacidade industrial do mundo e possuíam dois terços dos estoques de ouro, o que conferiu ao país uma super economia que os tornou uma superpotência.


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